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9.12.09

Ent[R]evista – Outset [RN]



Por Rafael F.

Eles são guerreiros experientes. Oriundos de grandes bandas de rock extremo, o OUTSET é uma espécie de banda de férias que se tornou oficial. Pegada forte, contestação política e desgraceira social é o ambiente que esses 5 bons moços destilam suas doses de distorção e agressividade. Dispensando mais apresentações, segue o papo que tive com o amigo Pedro Henrique, vulgo P.H., guitarra e porta voz do grupo.

Vocês gravaram recentemente o ep "Living the Outset" depois de um hiato de alguns anos sem aparecer no cenário do rock extremo. Resurgiram das cinzas?
A banda nunca deixou de produzir mesmo quando esteve parada. Desde 2003, ano em que a banda foi formada, lançamos de tempos em tempos algum material. O primeiro registro do Outset foi logo em 2003 na coletânea "Natal Metal 2". Em 2005 lançamos a 1° demo "Welcome To The Outset" contendo 8 músicas inéditas e agora em 2009 acabamos de lançar pela Gallery Prod. a 2° demo "Living The Outset" que contém 4 novas músicas. Durante esses 6 anos de existência, mudamos várias vezes a formação mas nunca deixamos de produzir. Então creio que estávamos mais para um vulcão adormecido do que para um ressurgimento das cinzas.

Fala um pouco do processo de composição do "Living the Outset". Esse disco tem uma pegada mais agressiva, isso é reflexo dessa nova formação?
Passamos um tempo sem baterista depois que Felipe Nolla (Ex-Expose Your Hate) também deixou o Outset. Testamos alguns caras que não se encaixaram na proposta levantada pela banda. Então resolvemos chamar de volta Douglas para tocar conosco. Ele fez parte da 1° formação em 2003 chegando a registrar em estúdio 2 músicas que foram lançadas na "Natal Metal 2". Depois que Douglas voltou, começamos rapidamente e de forma natural as composições para a 2° demo. Decidimos então que gravaríamos 4 músicas novas para lançar uma outra demo ou então um Split com outra banda na linha. Como não chegamos a nenhum acordo com outra banda, decidimos lançar uma prévia do nosso full-lenght. O processo de composição foi fácil: muito ódio, instiga, vontade de tocar e ver mais um trabalho concretizado.
Quando falo em ódio, quero deixar bem claro que acredito na transformação desse sentimento enraizado culturalmente como sendo algo apenas negativo em algo positivo. Se eu sinto ódio contra algo ou alguém eu não preciso necessariamente destruir ou matar. Posso durante esse sentimento transformá-lo em contestação coerente através de um texto raivoso ou uma letra que resuma toda a minha decepção com as mazelas diárias da vida. Sem precisar violar a integridade de alguém. Para o lançamento dessa demo tivemos mais uma vez o apoio do grande brother Emydio da Gallery Productions do CE. e Hermam PriestKiller que mixou e masterizou mais uma vez nosso trabalho.

E essa parceria com a Gallery, como rolou?
Quero deixar aqui nosso imenso respeito e agradecimento pela ajuda da Gallery desde 2005. A Gallery é um selo de Fortaleza - CE que apoia o Outset desde 2005 e não pensou 2 vezes em nos apoiar nesse novo trabalho, mesmo contendo apenas 4 músicas. Emydio é um grande batalhador da cena e tem nosso imenso respeito pelo trabalho realizado ao longo de todos esses anos de dedicação. Quando eu fiz um show com o Expose Your Hate em Fortaleza conversamos e explicamos o que estávamos fazendo com o Outset no final de 2008 e ele prontamente nos apoiou nessa nova investida da banda.

Tenho a impressão que a movimentação do som extremo deu uma baixa nesses últimos anos aqui no Nordeste. Tire essa minha má impressão?
Não creio que tenha rolado uma baixa. Creio que isso seja uma herança do que era chamado outrora de underground. posso falar pelo que rola aqui no estado, na PB e no CE já que tenho amigos que movimentam a cena e também tocam em bandas. Aqui em Natal temos o Animal Fest e outros festivais organizados pelos guerreiros que realmente amam e fazem algo para ver as bandas do estilo tocando. O festival DoSol abre espaço para bandas extremas também, como podemos ver em 2008. Na Paraíba, pelas informações que tenho, parece que está um pouco mais devagar e mais difícil de se realizar. Em uma conversa com Henrique Grilo (Fucinho de Porco) ele me disse que os shows em João Pessoa estavam parados. Mesmo assim isso não reflete a produção das bandas, ótimas bandas diga-se de passagem. Já no Ceará a coisa é bem mais adiantada.

Quais são os próximos passos que a banda pretende dar. O hecatombe se aproxima. O tempo urge...
O próximo passo da banda é finalizar a pré-produção de 15 novas faixas, trampar mais um pouco nelas pra lançar nosso full-lenght em breve. Se der tempo, pretendemos entrar em estúdio no começo de 2010 pra começar as sessions de gravação. Em seguida é dar continuidade ao trabalho e tocar por aí depois que o CD for lançado. Até lá temos muito trabalho ainda.
Muitas pessoas esperam com ansiedade a hecatombe, pois investiram pesado para tirarem seus lucros com a desgraça do mundo. Diariamente vemos como a humanidade se empenha em melhorar algo, enquanto outros investem na degradação do indivíduo, desvalorização da ciência e super valorização dos mitos que continuam a alienar a humanidade por milênios. É daí que tiramos nossas letras, nossas inquietudes e nossos questionamentos acerca da maldade humana e de como ela se prolifera ao longo de todos esses séculos. Sempre haverá uma parcela investindo no medo, na paranóia, na humilhação e na privação dos pensamentos. Isso rende muito, como podemos constatar, as igrejas estão lotadas de falsos profetas ministrando o medo eterno e o ódio contra aqueles que não seguem suas ordens. A indústria bélica, justamente aos políticos e lobistas também enchem seus bolsos com essa nova paranóia do terror, do extremismo islâmico e da intolerância religiosa, enquanto os jovens dentro do seu próprio território se massacram em universidades. No Brasil a falta de educação é lucrativa para quem precisa da burrice alheia para se eleger e continuar semeando a ignorância por anos com falsas promessas, garantindo votos e muito dinheiro para suas safadezas ao longo dos anos. Portanto, creio que o hecatombe já está aí. O que virá a seguir será apenas o grande final. hehehehe

[+] www.myspace.com/outsetbr

2.7.09

Calistoga pinotando pra turnê no "Sudeste maravilha"

Por Rafael F.
Foto Divulgação

A banda potiguar Calistoga acaba de lançar o seu mais novo EP intitulado “Still Normal”. São 5 faixas que mostra o grupo seguindo o seu caminho rumo a novas sonoridades. Cada vez mais experimental, se aproximando ainda mais das suas referências maiores [bandas da Dischord Records, At the drive in, Mars volta, etc]. Os caras estão de malas prontas pra divulgação do disco lá pelo “sudeste maravilha”. Conversamos rapidinho com Gustavo Macaco, baixista do grupo e diretor executivo do coletivo Noize, que falou pra gente um pouco sobre o passeio que virá.

1 - Sabemos que a banda acabou de lançar o disco "Still Normal" e está com malas prontas para turnê de divulgação. Fala um pouco pra gente sobre o roteiro de viagem!
O Still Normal finalmente está pronto, e depois de muita batalha conseguimos fechar nossa primeira tour fora do nordeste, o que a gente considera um passo muito importante. A tour, que dura um mês inteiro, vai passar pelos estados do Rio de Janeiro e São Paulo, os shows vão acontecer nas capitais e nos interiores somando 12 shows e 7 cidades. Será uma otima experiência para a banda.

2 - Quais as expectativas pra essa viagem?
As expectativas são das melhores, é sempre bom poder tocar em lugares diferentes, para novas pessoas, saber como cada público se comporta. Vejo isso com algo muito bom para qualquer banda principalmente para o seu amadurecimento, além de você tentar ampliar o seu público e fazer novos contatos, sem contar que essa viagem era quase que um sonho pra bandas e que está se realizando.

3 - Fazer turnê para algumas bandas é quase impossível devido a dificuldade de conciliar música/trabalho/vida pessoal. Quais os principais empecilhos para o Calistoga realizar uma turnê como essa?

Além desses três pontos tem um muito importante, o dinheiro (rsrsrsrs). Cara, a gente tinha uma meta e batalhou para que ela fosse realizada. A gente teve que abrir mão de muita coisa, como empregos, outras bandas. Mas o que importa é acreditar que vale a pena.

4 - Pra finalizar essa rapidinha: O que o Calistoga pode fazer para atrair bons frutos, para além da divulgação de Still normal nessa turnê?

A gente pretende divulgar o nosso som ao máximo, conhecer o máximo de pessoas possíveis. Essa nossa ida agora será como plantar uma pequena semente, pra quando a gente voltar por lá ter uma grande árvore dando frutos. Também estamos tentando levar o máximo de materiais possíveis das bandas locais para rolar uma divulgação boa por lá de bandas de natal, também queremos ver de perto a estrutura e organização tão falada de São Paulo. Como produtores será uma ótima oportunidade para novos parceiros para o nosso coletivo (Noize) e Fora do Eixo, no qual a gente tem ligação direta. Além de ser o primeiro contato com palcos fora do nordeste, acho que só tem a somar. E o que vai acontecer depois dessa tour, só Jah sabe.

Sobrevivam pra contar a história (tsc!) Valeu pelo papo!

[+]
www.myspace.com/bandacalistoga
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www.fotolog.com/calistoga_

24.1.09

Ent[R]evista - Gigante Animal




Aproveitando o calor da estação, os caras do Gigante Animal saem das suas tocas para desbravar palcos em terras nordestinas. Hora dessas os caras estão aqui do lado[João Pessoa-PB] preparando mais uma apresentação da turnê. Mesmo na correria da estrada arrumaram um tempinho para responder algumas perguntas feitas pelo nosso editor Leandro Menezes e respondidas por Lucas Wirz, guitarra+sintetizador+voz, com exclusividade para o coletivo Noize.



Lucas, fala pra gente como surgiu o Gigante Animal e de onde surgiu esse nome.
A banda surgiu em 2006 tendo uma formação que não durou até o fim do mesmo ano. Éramos eu, Henrique e Guilherme do extinto college mais um amigo, Thiago (http://www.myspace.com/todaessaagua). Por questões próprias, Guilherme e Thiago acabam saíido da banda, mas, felizmente, acabamos por conhecer o Babalu que teve a brilhante idéia de nos apresentar o Renato, fechando a formação que segue firme. Quanto a questão do nome, preferimos deixar no mistério pra que cada um tenha sua própria viagem.

Me parece que todos os integrantes do Gigante já tocaram em outras bandas, fala um pouco disso pra gente.
Exato, todos nós já tocamos em outras bandas. Eu e Henrique tocávamos juntos no College (http://www.myspace.com/bandacollege) e tão somente, todavia, Babalu e Renato já tocaram e tocam em algumas bandas. Babalu tocou na Karne Krua, Perdeu a Língua, Triste Fim de Rosilene e atualmente toca também no Debate (http://www.myspace.com/debatebate ). O Renato tocou no Bandits e atualmente toca junto com Richard Ribeiro (http://www.myspace.com/richardribeiro) num projeto chamado Porto.

Vocês estão vindo ao Nordeste pela primeira vez – se eu não estiver enganado - e creio que vocês estão se relacionando de muito perto com a atividade de "coletivos" como o Lumo e o Noize. Como você vê essa iniciativa voltada para a produção cultural e rockeira aqui na região?
Exato, esta é nossa primeira vinda ao nordeste, que por sinal esta incrível. Vemos a banda com os melhores olhos possíveis, pois o Brasil necessita já há tempo de uma estruturação daquilo que chamamos de circuito independente e, felizmente, isso começa a tomar vida graças ao trabalho de pessoas como vocês do coletivo Noize e Lumo.

Quais os planos para o Gigante Animal nesse ano que se inicia?
Tocar, e tocar, e tocar, sempre. Estamos em fase de produção de um clipe, lançaremos um quarto ep ainda na metade do primeiro semestre e temos como meta lançar um disco no segundo semestre.

Sugestões para o verão: pode ser um disco, um livro... uma praia.
Reclamar menos e fazer mais, mas brincadeiras sérias a parte, a banda sugere para o verão nada mais nada menos do que o nordeste brasileiro.

O que podemos esperar do show da Gigante Animal próximo domingo aqui em Natal?
Pode-se esperar um show de energia fruto de muito trabalho, amizade e amor pela música, linguagem das mais belas, razão de viver.



[+]: http://www.myspace.com/giganteanimal = som

[+]: http://www.coletivonoize.blogspot.com = informações sobre o show e muito[+]

29.10.08

Ent[R]evista: Mukeka di Rato

cerveja, praia e Mukeka di rato


por Leandro Menezes
fotos roubadas da internet



Nem parece, mas o Mukeka di Rato tá aí na estrada há 13 anos!!! Alguns (bons) discos lançados, viagens Brasil a fora, turnê no Japão... O histórico desses capixabas cabras de peia é considerável! Para quem não sabe, eles fazem um som barulhento e chinfroso, alguma coisa entre grindcore e reggae(?), com pitadas de um ótimo humor, críticas ácidas à tríade "sociedade, família e igreja", entre outros alvos... Mas os caras são gente boa, eu garanto! Basta tomar umas cervas e trocar uma idéia para perceber que eles são carismáticos e pirados para caralho. Me lembro que o Mukeka foi uma das primeiras bandas que ouvi do estilo, inclusive, uma das que me motivou a empunhar um baixo e fazer de conta que eu sabia tocar alguma coisa. Até acho que foi por conta deles que eu estou nessa até hoje...

Como vocês devem saber, eles tão chegando em Natal esses dias, para mais uma apresentação. Pelas minhas contas, será a terceira aparição deles em terras potiguares, a segunda só no Festival Dosol. E dessa vez eles serão a banda headline do domingo, encerrando o festival!!!

Aproveitei para trocar uma idéia rápida com Mozine, baixista da banda e big boss do selo Laja Rex... Se liguem:



1) É verdade que se o Sandro não tivesse aceitado voltar para a banda o Mukeka provavelmente teria acabado?
Cara... posso te dizer que sim. A história de tirar Bebê da banda já era antiga. Lembra um festival que teve aí, que tocou Mukeka, Sugar Kane? Não lembro... (N.E.: Mozine se refere ao Festival Dosol 2006) Nesse festival quase Bebê foi tirado da banda aí mesmo, isso faz muito tempo. Nesse dia, conversando bêbados pensamos em formar um power trio com o Mukeka. Pensamos também no Alex, vocalista do Ajudanti di Papai Noel, mas ainda bem que o Sandro voltou pro lugar dele.

2) Nesses 13 anos de banda, além das bostas, confusões e bebedeiras, o que foi que manteve a chama do Mukeka acesa?
Velho, foram realmente muitas doideras bicho. Nego não imagina, muita diversão, muito orgulho de alguns feitos do Mukeka, mas muitas dificuldades. Foram poucas brigas entre a gente, poucas discusões, e todas que tiveram foram rapidamente resolvidas. O Mukeka é uma banda de quatro amigos, isso é bom, mas é logico que a gente odeia um ao outro, mas bem pouco mesmo, o problema mesmo são os odores dos caras, etc. Velho, eu sempre repito esse chavãozinho, tamo indo tocar aí agora em Natal, vamos ganhar uma merrequinha, mas que já ajuda. Tem brother meu aqui que nunca saiu de Vila Velha. Eu vou pra um lugar foda, vou ficar num hotelzinho, conheço uma galera, vou fazer uma festa, vender uns discos, e, quando eu voltar (todos nós), voltamos a sentar o bambu aqui no trampo, nos nossos projetos aqui, então é legal velho. Às vezes é um saco viajar, encarar van, ônibus de linha tosco, aeroporto chato pra cacete... Às vezes o Paulista chega no ES 8H da manhã de segunda-feira e 10H horas já ta no banco, ele fica de mau humor, mas velho, a gente gosta de tocar.

3) Quando vocês começaram, lá nos idos de 1995, não existia esse circuito de festivais que a gente vê hoje. Vocês provavelmente se limitavam a tocar em cidades próximas, em troca de gasosa e um lugar para durmir. Hoje em dia o negócio tá mais arrumadinho, pelo que parece. Como você avaliaria a situação atual desse tal Circuito Independente? E sobre a ABRAFIN, já tem nego dizendo que a parada tá virando panelinha, você concorda ou acha isso um absurdo?
Antigamente poucas bandas tinham cd, quando uma banda lançava um, era coisa de outro mundo e geral comprava. Antes mesmo da crise no mercado fonográfico, ficou muito fácil lançar um cd. Várias bandas antes mesmo de ter feito shows, demos, etc, já tinham um cd lançado, ou seja, você mal sabia quem porra era aquela banda e já tinha cd. Com isso parou-se de ter aquele charme, qualquer bunda tem um cd lançado. Eu vejo os festivais um pouco assim, eu acho foda existir todo esse circuito de festivais, mas eu lembro a emoção que eu senti quando toquei pela primeira vez no Goiãnia Noise Festival, por exemplo, acho que hoje em dia é uma coisa muito normal. Alguns festivais, no Sudeste, que eu não vou citar o nome, eu prefiro até nem tocar, velho. Porque nego acha que você tá fazendo um favor tocar no festival dele, porque tem som bom, cartaz colorido, e porque vai dar 1000 pessoas. Foda-se, prefiro tocar pra 200 pessoas que pagaram ingresso pra ver o show do mukeka, com cartaz xerox, com um backling bom num palquinho, mas ir pra casa com dinheiro no bolso. A respeito da ABRAFIN eu conheço pouco pra elogiar ou criticar, agora você pode muito bem falar que a Laja é uma panelinha também, porque eu lanço as bandas dos meus amigos, os bicho aqui do ES, meus amigos de SP ou porque eu lanço minhas bandas, mas talvez a coisa não seja bem assim. Eu não faço parte da ABRAFIN e toquei esse ano em tudo quanto é festival que eles organizam, mas não quero entrar a fundo nesse ponto, talvez eu entenda o seu questionamento, mas vou ficar de fora. ehehehhehe...

4) Mozine, antes que eu esqueça, deixa de ser amarrado e coloca mais músicas no myspace da banda, só três tá foda!
Você vai ter que reclamar com Ricardo Tibiu, ele quem faz, hehe... Apesar que essa parte aí é minha mesmo... Eu como sou o chefe, eu que autorizo ou não colocar mais mp3. Mas, porra bicho, 3 músicas lá, tá ótimo. Entra no myspace da Laja que tem o dobro, só bandas lindas.

5) Tem gente que confunde o Mukeka com Os Pedreros e domingo a promessa é de muita chuva de cuspe de cerveja Sol na cara de vocês... Alguma declaração sobre?
Vai tomar porrada, caralho! hehehe... Bicho, molecada é foda, nem nos pedrero nego tem cuspido cerveja mais, mas beleza. Banhem-nos com o precioso líquido, só nao estraguem meu instrumento, a última vez que eu levei no lutier, ele perguntou se eu tinha entrado no mar com o baixo.

6) Eu li em alguma entrevista o Brek dizer que foi depois de um show aqui em Natal que vocês sacaram que não dava mais pro Bebê... você acha que depois desse show de domingo aqui, vai rolar alguma outra merda parecida?
Bicho... pra você ver, na minha primeira resposta... hehehehe. Eu tinha dito a mesma coisa, realmente rolou uma gota d'àgua aí nesse show, ele não foi tirado nesse show de Natal porque eu não deixei, sério... hehehehe... não deixei não, eu pedi calma e tal, é sério... hehehehe... O Brek tava louco aí nesse dia com ele, não sei porque.

7) Além dos Rock barra-pesada, cana violenta, tóxicos e frutos do mar, o que mais vocês esperam encontrar aqui?
Veho, você tá ligado que o capixaba é um nordestino do Sudeste, a gente sempre se identificou muito com a galera daí de cima, como o vosso valor!!! A gente espera se divertir, praia não é muito novidade para mim, eu moro em Itapuá, a 200 metros do oceano. Sandro mora na areia da praia praticamente, na barra do Jucu. Mas, velho, comer aquele frutinho do mar, tomar uma cana com a rapaziada que não brinca em serviço, comer peixe, sem a escama, escama de peixe... valeu!


[+] Escute
http://www.myspace.com/mukekadirato






Faltam apenas TRÊS dias pro Festival Dosol 2008 e não temos dúvidas de que vai ser um rock inesquecível. O Patrocínio é da Oi e do Praia Mar hotel com ajuda da Lei Câmara Cascudo e aindaa temos o apoio da Oi Futuro, Cerveja Sol, Trama virtual e da Diginet. As Senhas podem ser compradas por R$20,00 (casadinha) e R$15,00 inteira na 775 do Midway Mall, Friends, Records e Dying Music.

24.10.08

Ent[R]evista: Festa PUM!



por Leandro Menezes
fotos Divulgação




Natal vive um momento de efervescência cultural. A todo instante pipocam bandas e tendências novas pela cidade... Vide o pessoal do coletivo multimídia Apartamento 101, que veio para dar uma sacudida ainda maior nas agitações noturnas. Eles são responsáveis pela festa PUM!, que chega em sua segunda edição. A primeira festa foi um sucesso, com casa cheia, muita purpurina no ar, flertes, montação e diversão, superando até as expectativas dos organizadores. Alguns ainda insistem em pensar que o PUM! é uma festa voltada estritamente para o público GLS, mas resumir todo o conceito de entretenimento dos caras do Apartamento 101 a isso seria, no mínimo, injusto. Na verdade a festa PUM! é um ótimo programa para quem está afim de tomar uma cerveja, dançar, dar boas risadas e se divertir noite a dentro... e soltar a maldita franga também, porque não?!

Troquei uma idéia via Messenger com FernaNdo Vasquez, uma das cabeças pensantes do Coletivo Apartamento 101, para saber um pouco mais sobre tudo isso... Se liga aí...



Me fala um pouco sobre o Apartamento 101... Qual é a proposta do coletivo?

O coletivo é uma indústria de idéias que envolvem criação dentro das áreas de atuação dos integrantes, que são moda, arquitetura, design, jornalismo, publicidade e produção de eventos.

Mas na verdade não é só isso, né? Existe todo um conceito... fala um pouco sobre o espírito da festa PUM pra gente.
Existe claro. A PUM! é o primeiro produto do apartamento, assim como t-shirts e tênis customizados que em breve a gente vai lançar. A PUM! veio pra lançar o coletivo. Foi a nossa forma de chamar a atenção das pessoas pra o Coletivo Ap.101, como também de movimenta a noite da cidade, e mexer com a cabeça das pessoas. Aqui em Natal, as pessoas demoram pra entender algumas movimentos, muito porque se fecham ao que é diferente, ou simplesmente porque não acontece nada de novo. A gente tá meio que dando a cara a tapa ao fazer a PUM!, dentro do que a gente se propõe. Por exemplo, na primeira eu achava q quase ninguém ia produzido. Mas deu muita gente montada, que acreditou no look, entrou no clima da festa. Mas melhor ainda, foi porque quem não caprichou no visual, não deixou de ir e curtir muito, que é o maior propósito da PUM: Divertir as pessoas!


É verdade, a primeira festa bombou geral... Inclusive, você mesmo me disse que ficou surpreso com o número de pessoas que compareceu na primeira festa... então, você acha que a cidade está se transformando?
Acho que Natal vive em transformação. Claro que num ritmo mais lento que outras cidades, e até maior que algumas. Eu como freqüento a noite há uns oito anos, acompanho bem isso. Público você tem pra qualquer festa que você fizer aqui. Por menor que ele seja, mas existe. Mas você também tem que estimular a galera, se impor, e assim o pessoal vai amadurecendo a idéia. A PUM! traz um conceito que nenhuma festa tem aqui em Natal. As pessoas acham que "montação" é fantasiado, ou é sair de drag queen. Um grande engano. Nos grandes centros festas desse tipo rolam e bombam muito. Aqui as pessoas ainda são tímidas, o que é natural pra uma fazenda iluminada. Desde que comecei a freqüentar a noite potiguar, falava-se de revitalização da Ribeira. Hoje, pra mim, o bairro vive a melhor fase. Um dia tava na rua Chile e observei a diversidade de lá. Tinha balada de house na Music, balada PIMBA no Calígula, balada modernosa no Galpão 29, Hardcore no DoSol e pagode no Armazém, foram os bebuns do Bar das Bandeiras. Isso já foi transformação. Tinha rolé pra todos os estilos.

É verdade, Natal vive um bom momento! E o apartamento 101 tá vindo para fazer parte dessa história...
Acho que todo e qualquer evento que se proponha a trazer diversão tá valendo. Ficando na história ou não. Se a gente conseguir levar adiante a festa, ótimo. E é o que estamos tentando. Mas isso não depende só de nós, pois o público tem uma parcela muito importante nisso. Quem sabe a gente também não vai ficar na memória das pessoas? Não falaria no Ap.101 no sentido de ficar na história. O Coletivo ainda é algo muito primário, a gente ainda vai ter que amadurecer muita coisa com relação a ele, aos produtos e serviços relacionados.


Eu acho que para o momento que a cidade vive, o Apartamento 101 vai acabar virando uma cobertura luxuosa num prédio de uns 50 andares... hehehehe
Não posso negar que a PUM dos nossos sonhos seria no Ducal. Ia ser tumulto...rs....Ambição todos temos. De crescer a festa, de crescer o Coletivo. Acho que é isso que nos move. Mas uma cobertura ainda é pretensão demais. Se a gente chegar a conseguir um endereço físico, já tá de bom tamanho. Pra começar, é claro! Mas são objetivos para o próximo ano. A festa ainda tem que se firmar, e ainda temos que começar os outros projetos. E não é tão fácil, porque todo mundo tem carreiras paralelas. O Coletivo por enquanto ainda vem em segundo plano, pra todos. Não desmerecendo, mas porque todo mundo tem conta pra pagar, e o Ap.101 não faz isso. Ainda.

Fernandinho... Nós do Lado[R] desejamos muita sorte para Ap.101 e esperamos que a festa sábado seja um ARRASO! Hehehe. Pra fechar, convida ae o pessoal e diz o que vai rolar de bom por lá amanhã...

Cara, valeu! A festa vai começar 23h30, com Dj Galaxxy, depois entra o pessoal do Emblemas Band. Na seqüência tocam Dj Marcsheep(AL) e Dj Bee. Podem esperar aquela atmosfera da festa anterior, decoração, montação, música boa...enfim, tudo que rolou na 1º edição, com umas surpresinhas a mais. Quem tiver se perguntando o que usar, relaxe. Vá como quiser. De preto, de roxo, de vermelho, fantasiado, de drag, de sunga... Só não deixe de ir. Pois vai perder um festaço. Ah, mais um detalhe: É baratinho, apenas R$4.99. E você ainda ganha balinha e pirulito(se arrasar no look).


[+] SERVIÇO

FESTA PUM!

25 de outubro / Galpão 29 / às 23h30 / $ 4,99 (sem choro)


ESTRELAS DA NOITE
:
Emblemas Band - Bocket Show
DJ Galaxxxy

DJ Marcsheep - Maceió

DJ Bee

Você


Crunk / Acid / Electro / nu.disco / New Rave / Funk / Maximal

TRASH CODE:
Preto, vermelho e roxo


DOORS:

Litter&Vasquez

As duas pessoas mais montadas vão ser capa da nossa comunidade, da revista Caras e Ti Ti Ti...além de ilustrar o flayer promocional da PUM!


Arrasa, se joga!




Ent[R]evista: Distro



Por Rafael F.



Dedicação, transpiração e bons fluidos! Essa é a essência dos caras do Distro. A banda lança no próximo sábado a sua terceira bolacha, intitulada "Tétano". Conversamos rapidinho com Rafael Cunha, guitarra e vocal da banda, sobre o processo de gravação do disco.


Como foi o processo de gravação do disco, vocês conseguiram retirar a sonoridade desejada?

Finalmente tivemos bastante calma nessa hora. Paramos mesmo os shows pra poder fazer um treco no mínimo satisfatório pra gente e na medida que foi acontecendo o processo ficamos bem felizes com o resultado que foi muito fuderoso pra gente. Sonoridade bem do jeito que a gente queria chegar, meio vintage, com os efeitos colocados na gravação e não na mixagem, isso influenciou muito no que saiu.

Dessa vez vocês alternaram os vocais. Algumas músicas são cantadas por você e outras por Vévis. Vocês respeitam aquela mesma dinâmica de quem faz a música canta?

Não. A maioria das músicas a gente fez junto, outro ponto positivo pra essa gravação, ficou mais a cara da banda e o lance de eu ou Vévis cantarmos, ficou de acordo com a necessidade da música, pois Vévis tem aquela vozinha de “seda” dele... não chega pruma música mais garagem, mas escolhemos isso quando fizemos as músicas, foi limpeza!


O que vocês andam escutando e tomaram como referência pra esse disco?
Boe..., a gente anda escutando muitas coisas diferentes desde rock antigo tipo Mutantes, Led Zeppelin, rockão 50, rockabilly até os nossos prediletos rocks 80´s e 90´s bem alternativos tipo The Afghan Wigs, Pond, Jawbox, Seaweed e toda aquela galera.


Esse é o terceiro lançamento da banda em que ele se difere dos demais?

Em suma, TUDO. Procuramos dessa vez fazer as coisas com mais calma até porque a gente já cansou de escutar a própria gravação e ver que poderia ter investido mais nisso ou aquilo, dessa vez a gente fez consciente pra não ter problema, e por incrível que pareça fluiu muito mais rápido do que na loucura de fazer as coisas rápido e tal. A arte ficou bem simples mas ficou doidaaa!!!hehehehe.


Sabemos também que os integrantes da banda tocam o selo xubba musik. Como é pra vocês ter uma banda e tocar o selo ao mesmo tempo?

É rock´n roll!! heheheh A gente procura sempre associar as coisas e tá rolando na paz, e o selo se organizando direitinho dá pra fazer o normal que é lançar suas bandas e apertando sai algumas parcerias como rolou utlimamente com o Calistoga, Dosol, Lado[R], acho que a história do nosso rock está sendo bem escrita.




Passa lá no myspace dos caras : http://www.myspace.com/distrorock




[+] Serviço:


Lançamento dos cds do Distro e Vitrola, com as bandas:


Os bonnies

Distro

Macaco Bong [MT]
Vitrola
Fewell


25/10
22H

3$


ENTRADA + CD DISTRO = 5$
ENTRADA + CD VITROLA = 5$

ENTRADA + CD DISTRO + CD VITROLA = 10$

9.10.08

Ent[R]evista: Carol Morena [Festival Mundo]


por Rafael F.
fotos divulgação




Entre os dias 14 e 19 desse mês rolará na sempre bela e aconchegante João Pessoa[PB] o Festival Mundo. O festival que já está na sua 4ª edição, coloca de vez a cidade na rota dos principais festivais “independentes” do país. Batemos um papo com uma das organizadora do evento, Carol Morena. Carol é fanzineira das antigas e nutre um contato de longa data com a família[R].

Ela nos forneceu algumas impressões e expectativas sobre a edição desse ano...



Quais as novidades pra edição desse ano do festival?
A programação paralela aos shows, as oficinas, debates, exposição, mostra de vídeo. Nós damos uma atenção a isso todos os anos, mas esse ano conseguimos realmente fechar uma programação ótima dessas atividades. Além disso focamos muito mais nos shows em si, demos uma enxugada nas bandas e tudo indica que realmente foi a melhor opção pra logística do Festival Mundo. A mostra de vídeo, ao contrário dos anos anteriores, será nos intervalos dos shows, porque dá para centralizar as atenções do público muito melhor e ao mesmo tempo resolve o problema da troca de bandas.

Achei bacana enveredar por esses caminhos. No sentido de pensar o festival como um grande encontro criativo. Você poderia falar um pouco do que vai rolar nas oficinas, debates e exposições?

É, essa sempre foi uma das grandes preocupações da gente. As oficinas serão duas, de home studio e produção de vídeo clipe com baixo custo. Todos os dois temas nós vimos que realmente são importantes pra solidificação da produção cultural daqui, e é tudo muito dentro da realidade local: gravação em casa, que é o que acaba rolando com muitas bandas, e gravação de vídeo clipe com baixo custo, já que ninguém tem muita grana para investir, mas procura formas de produzir mesmo assim. Os dois debates serão ótimos, escolhemos pessoas realmente inseridas no circuito independente pra falar sobre ele. No primeiro teremos Bruno Nogueira (PE) e Marcus Alves (PB, para falar sobre mercado, o que aconteceu nos últimos 10 anos com a música e repensar sistemas de produção da música independente. O outro é com os meninos do Macaco Bong (MT), que vão compartilhar a experiência deles no Espaço Cubo, como fizeram, junto com o pessoal de lá, pra implantar na cidade deles esse circuito de bandas, um festival (Calango), que hoje é um dos maiores do país, e, principalmente, trocar figurinha com as bandas daqui sobre profissionalização e o trabalho de uma banda realmente. Eles são uma das bandas hoje que mais tocam em festivais, respeitados não só pela articulação, mas pelo show também, é legal pras bandas locais trocarem experiências.

Nossos amigos do Calistoga e Camarones Orquestra Guitarrística prometem fazer zuada por lá!


Falando no pessoal do Macaco Bong, militantes da cultura do fanzine e de seus desdobramentos criativos... Como anda o fanzinato aí em Jampa?
O negocio pro lado dos zines por aqui sempre foi meio parado, né? Tinha o meu, que tirou férias prolongadas há uns dois anos, mas que eu to na instiga pra fazer de novo e, ‘tcharans’, pode ser que role antes do festival. Fora isso, na universidade sempre tem uma galera interessada, ministrei umas oficinas de fanzine, o pessoal fica instigado, mas é difícil rolar algo certo. As vezes rola, as vezes não... Aqui não tem mais nenhum zine que a galera conheça mesmo, tipo o Lado[R] aí em natal, sabe?


Mas João Pessoa tem a presença de grandes fanzineiros, posso citar o professor Henrique Magalhães, Jesuíno André do Ladonorte, Olga Costa e muitos outros. Parece que jampa respira essa vivência rockeira. O festival mundo é um exemplo disso. Cada um fazendo dentro das suas possibilidades...

Bom... nem Olga, nem Jesuíno produzem zines impressos mais. Jesuíno ta cuidando junto com um poessoal de um site ótimo, que é o Ladonorte, que você citou... Mas fanzine mesmo não tá rolando. Só Henrique que nunca parou de produzir mesmo, na sua editora, a marca de fantasia. Os zines dele são sobre quadrinhos e são muito bem feitos!

o Macaco Bong, sempre na estrada, se apresenta também no Festival Mundo


Você ainda acredita naquela máxima: Fanzine de verdade é fanzine de papel?
Sempre. Acabei de lembrar de uma frase que um grande amigo meu disse: "me mostre um zine que não é impresso que eu te mostro uma nota de três reais”. O que se tem na internet, os blogs e tudo mais, são ótimos, dou o maior apoio e força, mas não são fanzines, são outra coisa. Zine é aquilo que a gente pega, põe na bolsa, leva pra casa, que o editor se preocupou em fazer cópia, em divulgar, em enviar pras pessoas, entende? O Lado [R] é sempre parceiro. Vi o zine nascer e gosto muito do rumo que a coisa tomou.


Concordamos e engordamos a aposta. O que a galera pode esperar dessa edição do festival mundo?

Bom, nessa edição do Festival Mundo vocês podem esperar ótimos shows e um ótimo clima. Estamos muito orgulhosos da nossa escalação, apostamos mesmo em shows bons.


Massa! Nos vemos por lá!!!



[+] http://festivalmundo.blogspot.com

2.10.08

Ent[R]evista: Calistoga

Por Leandro Menezes
Fotos Rafael Bilico



Há apenas um dia da Festa de Lançamento, a ansiedade toma conta de todos os envolvidos nesse projeto. Apesar dos contratempos, falta de grana e tempo escasso, creio que chegamos na véspera do grande dia com tudo em cima! Já estamos munidos de muitos Fanzines e Cds nas mãos, agora é só aguardar a hora do rock começar no Centro Cultural Dosol, torcendo que todos nossos leitores, amigos, chegados e demais curiosos compareçam; e que eles se divirtam assim como nós nos divertimos, desde o primeiro dia que inventamos essa coisa de escrever um fanzine ou tocar numa banda.


Foi com esse espírito que eu troquei uma idéia rápida com Dante, guitarrista e vocalista do Calistoga. Publico aqui esse bate-papo, fechando o ciclo de entrevistas que vínhamos publicando esses dias, com as bandas que irão se apresentar na Festa.

Nos vemos sexta-feira!

...


O que esse lançamento significa para o Calistoga?
Esse lançamento significa a conclusão de um período na vida da banda. Simboliza um período de tempo em que a banda compôs músicas, ensaiou pra porra, ralou pra caralho e se divertiu pra caralho também. Definiu metas, alcançou algumas e outras não, decidiu se levar mais a sério e optou por gravar um disco que tivesse a cara da banda hoje e de uma fase passada, quando a banda gravou mas não ficou tão bom. Aí regravamos melhor e lançamos nesse disco as músicas dessa outra fase que achamos que traduzia mais quem éramos nesse passado recente... meio complicado, mas é isso. É como algo que nós tivemos que fazer pra poder seguir em frente sem peso na consciência. Pela frente agora vem só coisa nova, fresquinha e gravada de acordo com a fase que a banda estiver musicalmente.

Legal você falar sobre isso... também acho que as regravações foram justas. Por outro lado, percebe-se que as músicas mais novas estão com uma pegada mais forte, o famoso 'punch', como dizem por aí... Como você definiria a fase atual da banda (musicalmente, claro)?
Definiria como um amadurecimento! Esse punch foi algo que a gente sempre quis ter, mas não conseguimos tanto. Em algumas músicas, talvez, mas as que faziam mais a cabeça da galera sempre foram as mais calmas e melódicas como “Accepting you” e “Silence is too loud”, por isso também decidimos colocá-las no disco por ter gerado essa identificação com um maior número de pessoas no passado. Essas pessoas que escutarem o disco hoje vão sentir uma certa nostalgia e ao mesmo tempo conhecer o nosso trabalho novo e nossa viagem nova também. As músicas tem saído com mais punch no geral mesmo, inclusive as composições que já começamos pro próximo disco. Não que estejamos livres das baladas, inclusive tem uma no disco que é a mais balada de todas que jê fizemos e foi composta nessa "nova fase"... O EP “New Way to Say” pode ser encaixado nessa "nova fase" também. Tem uma música que traz as duas coisas ao mesmo tempo nesse disco - tem punch e tem melodia ao mesmo tempo – é “Get together”. Tem algo meio épico pra mim nela, gosto muito dessa musica...

Sim, tem mesmo, Dante... Tem uma passagens noise nela muito fortes, ficou irado!
Tem isso também, é uma coisa que a gente gosta muito também, tirar sons diferentes dos instrumentos tradicionais. Pretendemos nos aprimorar cada vez mais nisso.

Não podia ser diferente para vocês que cresceram ouvindo Faith no more e tudo mais que o Patton fez, além do At the drive in e tudo mais que Omar e Cedric fizeram. Algum experimentalismo tinha que rolar...
Pois é, a gente admira e sempre admirou esses artistas e bandas que você citou e é graças a eles que temos essa ânsia por sons e músicas inusitadas como um todo. O Sonic youth exerceu grande influência em mim também... Essa coisa do noise, dos barulhos com guitarras e microfonias pra mim eles levaram a limites absurdos...

Bem, pra não irmos muito longe aqui, vou fazer a ultima pergunta, que inclusive, tem sido padrão em todas as entrevistas que temos feito esses dias... Sabemos que o universo rock'n roll vai muito além da música. Se você pudesse sintetizar o universo rock em...
- um livro: Fernão capelo gaivota
- um filme: Monthy pithon - o sentido da vida
- um fanzine: Lado[R] porquê é o zine daqui e é muito bom e bem feito, se tivessem outro por aqui seria difícil ser melhor q ele...
- uma frase: "Se você acabar com uma vida tediosa e miserável porque você ouviu seus país, seus professores, seu padre ou alguma pessoa na televisão, dizendo para você como conduzir a sua vida, então a culpa é só sua e você merece." Frank Zappa.

Bem, acho que é isso. Fica aqui um espaço pra você tirar uma chinfra e aproveitar pra convidar a galera para comparecer ao Centro Cultural Dosol, amanhã [sexta-feira], para prestigiar o lançamento de "Normal's People Brigade".
Bom, agradeço o espaço cedido mais uma vez pelo Lado[R] para o Calistoga... agraceder todo o corre que as pessoas envolvidas no Lado[R] e na Xubba fizeram e estão fazendo junto conosco para que esse cd saia e que role uma festa legal de lançamento. Gostaria de agradecer também à galera do Irregular Distro que apostou na banda e está distribuindo, divulgando e acreditando nesse disco bem longe daqui, lá em São Paulo. E queria chamar toda a galera do rock, chamar quem estiver interessado em rock n' roll de bandas de garagem reais e honestas com sua arte , ou quem quiser sair num rolé irado pra beber, se divertir ou ver gente, pra ir no Dosol essa sexta, dia 03, a partir das 23h, ver o lançamento do “Normal People's Brigade” do Calistoga com as bandas Brand New Hate e Sweet Fanny Adams, de recife. É isso aí, valeu!



[+] Escute o Calistoga:

http://.myspace.com/bandacalistoga

[+] Serviço

FESTA DE LANÇAMENTO LADO[R] #8
CD CALISTOGA "Normal People´s Brigade"

Sexta-feira, 03 de outubro, 22hrs
Centro Cultural Dosol, Ribeira

Discotecagem Lado[R] + Calistoga
Calistoga [LANÇANDO CD]
Sweet Fanny Adams [PE]
Brand New Hate [RN]

$5 contos
[As 30 primeiras pessoas que entrarem na festa ganham o CD na faixa!!]




1.10.08

Ent[R]evista: Sweet Fanny Adams

por Leandro Menezes
fotos roubadas da internet

O Sweet Fanny Adams é uma banda relativamente nova, mas que o público natalense já conhece de longa data. Esquisito isso, né? Nem tanto... Desde o início da banda, em 2006, já se foram 03 shows aqui na cidade. Contando com a próxima apresentação, na Festa de Lançamento do Lado[R]#8 e Cd do Calistoga, a banda terá uma média de 01 show por semestre em Natal.

E de rolé na estrada, o SFA já percorreu quase que o país inteiro, metendo as caras e se apresentando em diversos festivais bacanas. Para a mídia especializada, eles encabeçam uma nova e boa safra de bandas rockeiras saídas do Recife. A banda é boa mesmo! A apresentação dos caras ao vivo é sempre impecável, coisa fina!

Troquei uma idéia rápida, via messenger, com Diego Araújo, baixista e vocalista da banda. Sem mais delongas, esse papo segue logo abaixo...


1) Estava pesquisando sobre a banda no Google e acabei descobrindo que Sweet Fanny Adams, além de ser o nome de um álbum da banda britânica The Sweet é uma expressão inglesa que quer dizer "nothing at all", ou no bom português "absolutamente nada"... como surgiu esse nome para vocês?
A banda já existia, tínhamos umas músicas e nos inscrevemos pra participar de um festival de bandas aqui em Pernambuco chamado Microfonia. Só faltava um nome. A namorada de Hélder, guitarrista, sugeriu alguns nomes e a gente simpatizou com esse. Foi totalmente sem compromisso, sem nenhuma intenção de fazer referência ao disco do The Sweet, banda que não é influência pra nós de maneira nenhuma. Na verdade, Fanny Adams foi uma menina inglesa que foi esquartejada em mil oitocentos e alguma coisa, daí surgiu a gíria inglesa e todo o resto, mas isso é uma longa história...

2) O que eu tenho ouvido falar por aí é que a banda é a nova promessa do indie recifense. Como isso soa pra vocês?!
A gente não tenta ser e nem quer ser nova promessa de nada. Nós fazemos nossas músicas do jeito que nós queremos, sem compromisso com nenhuma outra coisa além dos nossos gostos pessoais. Basicamente a gente toca o que a gente gostaria de ouvir se fossemos a platéia. Ainda bem que existem pessoas que se identificam, gostam e apoiam a banda, isso me deixa feliz. Nós estamos sempre tentando fazer da melhor maneira possível, com a melhor qualidade possível, e tentando fazer com que nossa música chegue aos ouvidos das pessoas que possam se identificar e curtir.

3) Na comunidade do Orkut, vi que algumas pessoas brincavam com a banda, dizendo que Natal era a segunda casa de vocês... Como têm sido essa relação com o público de Natal?
Cara, a gente já tocou em Natal algumas vezes. Mas essa conversa é velha e nós não somos a primeira e nem seremos a última banda de Recife a se identificar com Natal. A verdade é que toda banda daqui curte tocar em Natal. Ao contrário do público de Recife, que é frio e careta, o público de Natal é sempre receptivo e caloroso, as pessoas realmente vão pros shows pra se divertir sempre. Eu lembro muito bem da primeira vez que a gente tocou aí, a banda não tinha nem 1 ano de vida ainda. Mas a reação do público realmente marca. Eu acho difícil de explicar, acho que só assistindo uns shows aqui em Recife e depois indo pra Natal pra entender.

4) Sabemos que o universo rock'n roll vai muito além da música. Se vocês pudessem sintetizar o universo rock em...
- um livro: Acho que um livro poderia ser o Mate-me por favor. Li recentemente depois de insistirem muito e não me arrependi.
- um filme: Aquele documentário 1991 The Year Punk Broke... acho que eu disse esse documentário porquê eu vi pela primeira vez quando eu era beeeem mais novo, internet não era como é hoje em dia, então foi a primeira vez que eu vi o Sonic Youth tocando e falando e etc... era uma fita VHS de um amigo da escola e tava cheia de problemas.
- um fanzine: Infelizmente os fanzines estão morrendo, né? Ou virando e-zines, ou crescendo e virando revistas, selos, festivais. Como é o caso do pessoal do Coquetel Molotov aqui em Recife, que hoje tem um festival grandioso e uma revista muito bonita, mas que ainda guarda características de fanzine.
- uma frase: Cara, para a frase eu posso deixar o maior clichê e a maior verdade para as bandas independentes: Faça Você Mesmo - Sua banda, suas músicas, seus discos, seus shows, sua produção, sua divulgação, seus contatos. Não espere por ninguém. Eu garanto que você vai conseguir duas coisas, dor de cabeça e diversão.

5) Bem, acho que é isso. Fica aqui um espaço pra você tirar uma chinfra e aproveitar pra convidar a galera para comparecer ao Centro Cultural Dosol próxima sexta, sacar mais uma apresentação do Sweet Fanny Adams em Natal!
Então é isso. Quem ainda não conhece a Sweet Fanny Adams pode ouvir nossas músicas em http://www.myspace.com/sweetfannyadamsmusic . Lá tem também um link pra baixar o nosso último EP que se chama "Fanny, you're no fun" e foi lançado pelo selo Bazuka Discos do Coquetel Molotov daqui de Recife e pelo selo Midsummer Madness do Rio de Janeiro. Espero todos lá no Dosol pra curtir os shows do Sweet Fanny Adams e do Calistoga, junto com o lançamento do Lado[R]#8. Eu vou estar com uns Eps por lá pra quem quiser adquirir um disquinho físico com capinha e arte. Até sexta!



[+] Escute o Sweet Fanny Adams:
http://.myspace.com/sweetfannyadamsmusic

[+] Serviço

FESTA DE LANÇAMENTO LADO[R] #8
CD CALISTOGA "Normal People´s Brigade"

Sexta-feira, 03 de outubro, 22hrs
Centro Cultural Dosol, Ribeira

Discotecagem Lado[R] + Calistoga
Calistoga [LANÇANDO CD]
Sweet Fanny Adams [PE]
Brand New Hate [RN]

$5 contos
[As 30 primeiras pessoas que entrarem na festa ganham o CD na faixa!!]




30.9.08

Ent[R]evista: Brand New Hate

Por Leandro Menezes

O Brand New Hate é mais uma boa banda que surgiu no cenário potiguar e que em pouco tempo já conseguiu cativar a atenção do público local. Muito disso se deve ao carisma do banda ao vivo e também ao performático vocalista da banda, Samuka, que não para um momento sequer. A banda tem uma pegada visceral no palco, quem já foi a um show dos caras sabe que é rock duro e pulsante do começo ao fim!
Os caras estarão se apresentando nessa sexta-feira, no lançamento do Fanzine Lado[R] + CD do Calistoga "Normal`s People Brigade". Troquei uma idéia rápida com Amilton Jr., um dos guitarras da banda. Segue o papo:


1) O Brand New Hate é uma banda que chama atenção quando toca ao vivo, sempre com apresentações explosivas. De onde sai tanta energia?!
Acho que a maior razão é porque a gente ama subir no palco pra fazer show, tocar ao vivo é sempre foda... E quando você tá fazendo o que gosta, você tenta passar o que você tá sentindo, porque é diferente você escutar uma música num cd, ou num "myspace", e você ver a banda ao vivo... é ao vivo que a banda passa a energia... até por que é bem chato você ir num show de rock e ver uma banda que parece que não está curtindo... se a banda não se diverte, como poderia o público? hehehe, acho que é mais ou menos isso...

2) A banda lançou um ep, intitulado "Get Burned", já há algum tempo e que foi muito bem aceito pelo público local. Vocês já tem planos para gravar músicas novas? Será outro ep ou um full-lenght?
Bom, temos sim! A gente lançou o "Get Burned" no início desse ano, e estivemos fazendo o show com as músicas dele até agora. Temos algumas músicas novas, que inclusive já tocamos algumas ao vivo. E justamente por conta dos shows, não tivemos muito tempo para trabalhar as músicas novas e fazer outras. A idéia então é parar um pouco para montar realmente o novo projeto... Provavelmente será um Ep, e apesar de já termos músicas para gravá-lo, precisamos trabalhar em cima delas para deixá-las no ponto para gravar. A gente queria começar a gravar no final desse ano ainda, mas estamos na expectativa de uns shows fora do estado, então deve ficar mesmo para 2009.




3) Na sua opinião, a quantas anda a atual ''cena'' musical da cidade? Tem alguma coisa que nos diferencia dos outras cidades do Brasil ou é tudo farinha do mesmo saco?
Bom, não tenho muito cacife para falar das outras regiões do país, pois a cena que conheço é a do nordeste, das demais regiões ainda não tive a oportunidade e eu só poderia especular. Mas acredito que estamos bem! Falando a um nível de nordeste, temos muito do "beber, cair e levantar" e do "asa arrêa, arrêa", que para mim são os dejetos musicais... mas também temos muita coisa boa rolando... festivais que crescem a cada ano e que tentam expor o que a região tem de bom, além de trazerem muita coisa boa de fora... shows cada vez mais frequentes e diversificados... e natal também já tá fazendo sua parte... agora tem que exportar mais ao invés de importar tanto!

4) Sabemos que o universo rock'n roll vai muito além da música. Se vocês pudessem sintetizar o universo rock em...
- um livro: o livro seria a biografia do Angus Young (Ac/Dc), mas acho que ainda não tem uma
- um filme: o filme que eu consigo pensar, é o "Escola do Rock"... aquela coisa de não deixar o rock nunca, mesmo que você esteja na merda por isso! hehehe
- um fanzine: cara, fanzine é claro que é o Lado[R] ... heuehueheu
- uma frase: "it's a long way to the top if you wanna rock'n roll"

5) Bem, acho que é isso. Fica aqui um espaço pra você tirar uma chinfra e aproveitar pra convidar a galera para comparecer ao Dosol proxima sexta, sacar mais uma apresentação caótica do Brand New Hate!
Então tá! A galera que estiver afim de escutar um bom rock, nessa sexta (03/10) é o que não vai faltar no C.C. Dosol com o Calistoga, que faz sempre um puta som; o Sweet Funny Adams, banda muito boa de hellcife; e, claro, o Brand New Hate... hehehe... Vamo botar pra fu***, afinal não é todo dia que se lança um cd, e queremos fazer uma festa massa pra comemorar essa conquista do Calistoga!


[+] Escute o Brand New Hate:
http://www.myspace.com/brandnwehate

[+] Serviço

FESTA DE LANÇAMENTO LADO[R] #8
CD CALISTOGA "Normal People´s Brigade"

Sexta-feira, 03 de outubro, 22hrs
Centro Cultural Dosol, Ribeira

Discotecagem Lado[R] + Calistoga
Calistoga [LANÇANDO CD]
Sweet Fanny Adams [PE]
Brand New Hate [RN]

$5 contos
[As 30 primeiras pessoas que entrarem na festa ganham o CD na faixa!!]

22.9.08

Ent[R]evista: Fliperama

Fliperama e o 'patrão' Foca, fazendo o rock!

Pois é! A galera do Fliperama tá aí um tempo tocando e suando muito nos palcos da cidade. Dois bons discos lançados e boas referências quando o assunto é bubluegum e punkrock. No próximo final de semana a banda se apresenta em dois eventos da cidade. No Centro Cultural Dosol Rock Bar. Na sexta(26/09) tocam na Quinzena Cultural do selo Xubba Musik, e no sábado(27/09) no Rock Potiguar Attack. Os parceiros do Portal Xubba entrevistaram Kaká, guitarrista da banda. Segue os acordes:


[PORTAL XUBBA]
Fala um pouco ae do momento do Fliperama, quantos cds vocês tem, qual cd tá na vez!
[FLIPERAMA] O Fliperama é uma banda de Punk Rock Bubblegum ou Pop Punk como dizem os gringos, formada por primos e amigos com afinidades em comum, começamos a tocar juntos em 2005, temos um pouco mais de 3 anos de banda. Lançamos 2 cds (4 Pinos e uma Jogada - 2006 e Volta ao Mundo em uma Lambreta-2008) e 1 dvd (Natal Rock Sessions VOL. I). O Volta ao Mundo em uma Lambreta e o DVD foram lancados esse ano quase que na mesma época, lembrando que os cds e o áudio do dvd estãao disponíveis pra baixar em http://www.bubblegumattack.net .

O que você tá achando da safra atual de bandas?
Aqui em natal, desde que eu comecei a me ligar nas bandas locais, sempre ta lançando banda na cena, e é rock de todo tipo. Todo fim de semana tá tendo rolé pra galera mostrar o som e essas bandas tão sendo reconhecidas fora do estado também.

O que você acha de um evento como a Quinzena Cultural Xubba, evento esse que acontece de 15 em 15 dias? Válido ou não??
Válido, claro! A cena tava até meio morgada, mas eu acho que não era só aqui em natal não, tava sendo geral mesmo, mas de uns tempos pra cá a galera começou a frequentar de novo, e um evento como o da Xubba só mostra isso também, ótima oportunidade pras bandas e uma ótima pedida pra quem quer sair de casa e ouvir um bom rock. Não tenho dúvida que a Quinzena Cultural vai fazer parte do calendário musical da cidade.

Bandas locais viajando e festivais locais... fala um pouco sobre isso.
Fliperama saiu do estado duas vezes pra tocar, é muito bom trocar idéia com outras bandas e conhecer os festivais de outros estados. Sair pra divulgar a qualidade da nossa cena rock seria ideal pra toda banda, e os festivais complementam tudo isso. Quero ver quando vai sair o Xubba Festival! hahahahah

Pra fechar, o espaço é seu, minha filha! Convida a negada pra curtir o rock na sexta e diz o que o Fliperama tem para nos oferecer nesse dia!
Todo mundo comparecendo em peso na sexta, dia 26-09, la np dosol rock bar as 22:30, vamo curtir esse evento muito bacana e de atitude, organizado pela galera do Xubba, que se movimenta pra levantar essa cena! o Fliperama estará mostrando músicas do primeiro e segundo disco e quem sabe até umas inéditas! Vamos nessa!

[+] http://www.xubbamusik.net