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10.11.09

cobe[R]tura visual - fest. DoSol 2009

Por Rafael F.

Durante os dois dias do festival os olhares errantes de D. Guanabara & Leandro M. registraram os melhores momentos dessa insanidade sonora. Caldeirão dos djabo, calor do caralho, suor, cerveja e fumaça. Precisa dizer alguma coisa? Nessas horas só consigo ler as figuras...
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14.9.09

[RESENHA] Perdeu a Língua - "Mamparra"



Por Leandro Menezes



Surgida em Aracaju em meados de 2006 das cinzas do Triste Fim de Rosilene, o Perdeu a Língua navega musicalmente numa praia bem diferente da banda anterior dos caras. Música instrumental, minimalista, contemporânea, um mix de tudo de mais legal que você já ouviu na sua vida. O resultado final de Mamparra ficou um deleite para os ouvidos de qualquer apreciador da boa música, seja ele under, indie ou rocker. A formação da banda conta com os excelentes guitarristas Luiz Oliva e Alex Prado, além de Tiago Babalu na bateria e Maneu no baixo.


O disco foi lançado em março desse ano [foi mal pelo lag, galera!], no formato digital/virtual pelo netlabel Sinewave, referência em si tratando de música instrumental, shoegaze e afins. Vacilamos muito e só agora percebemos a desfeita que foi não divulgar essa obra prima antes.


Para baixar Mamparra es er feliz, basta clicar aqui.


[+] http://www.myspace.com/perdeualingua

27.8.09

[RESENHA + ENTREVISTA] Venice Under Water




Próximo sábado a banda local Venice Under Water lança seu terceiro EP, intitulado "Infinity". Aproveitamos a oportunidade para fazer uma entrevista rápida via messenger com Dudu, baixista da banda. Logo abaixo, segue resenha do disco Infinity.




Perguntas por Leandro Menezes
Respostas por Edu Filgueira



Fala uma a respeito do conceito do novo disco do Venice Under Water...
Procuramos criar um EP conceitual com a história retratada em letras e composições, foi meio ousado no início mas deu um norte a banda quanto aos objetivos. Todas as músicas se conectam cronologicamente para contar essa história então o peso e velocidade das músicas são dosadas de acordo com ela e assim acabou saindo um som mais lento com picos mais agressivos de vez em quando...


Da pra perceber que a banda mudou a sonoridade significativamente... Você conseguiria avaliar como se deu essa mudança?
Naturalmente. Percebemos a mudança nas novas composições com a entrada do novo baterista [Lauro Kirsch, ex Claudia's Parachutes). No entanto, quando percebemos para onde estávamos indo resolvemos trilhar e planejar tudo meticulosamente.


Então a entrada do Lauro foi primordial nessa mudança?
Acredito que qualquer um que entrasse na banda iria influir drasticamente no estilo.


E daqui pra frente, quais os planos do VUW?

Vamos divulgar esse EP e muito em breve novamente em estúdio trabalhando em novos projetos, o foco agora é tocar muito e produzir mais e olhar shows também fora do RN.






Resenha por Rafael F.



Acho que é a terceira vez que escuto o novo disco do
Venice Under Water. Confesso que curto mais as músicas lançadas anteriormente pelo grupo. Isso não desmerece o novo trabalho. Pelo contrário, tudo é uma questão de gosto e preferências musicais. O novo disco Infinity mostra um VUW mais melódico, ou talvez melancólico[?], com evoluções consideráveis nas construções harmônicas do vocal e nos riffs de guitarra. O disco segue uma linha conceitual (todo trabalho artístico tem um conceito mesmo que isso não seja tão convincente e explícito) que de acordo com a banda seria a estória de uma jovem que várias vezes cruza a tênue linha entre a sanidade e a loucura, numa busca de um tempo perdido de sua vida. Talvez seja essa atmosfera densa e angustiante que faz do disco um trabalho diferente dos lançados até então. De uma coisa tenho certeza, o disco pede mais de uma audição cuidadosa e por esse fato, acredito, merece ser ouvido com atenção para não se tirar conclusões precipitadas. Infinity é um disco bem produzido. Foge do padrão e das ondinhas rockers pulsantes que assolam o "independente" atualmente. Mergulhe na atmosfera sonora do grupo e descubra o que há de diferente nesse álbum.


[+] www.myspace.com/veniceunderwater

7.7.09

Invasão Potiguar: bolachas Xubba Noize

Dia desses recebemos em mãos esses quatro disquinhos lançados pelas bandas locais Distro, Fewell e Calistoga! Para nós do Lado[R] é sempre uma imensa satisfação ganhar presentes e, como forma de retribuir o agrado, mandamos aqui as resenhas dessas deliciosas bolachinhas que acabaram de sair do forno. Enjoy it!




Distro – Chocolate with pepper [Xubbamusik | Noize] >>> Por Rafael F.
Acredito que dessa vez os caras acertaram em cheio! Conhecendo as preferências musicais do quarteto e a vontade da banda em se aproximar das suas maiores referências concluo que Chocolate with pepper é a maturação do doce sonoro que a banda buscava há algum tempo. O disco separado em dois volumes [o disco azul mais apimentado e o disco vermelho mais adocicado], contendo cada um três faixas, aponta para atmosferas sonoras minimamente distintas, mas que se aproximam quando os assuntos são boas melodias de vocais e riffs criativos de guitarra. Penso que os vocais em inglês desse novo disco, ao contrário dos anteriores, foi o toque estético que faltava para o encontro mais harmônico entre a “guitarrada” e o campo de vocalização. Ao final e ao cabo temos um disco que agrada os ouvidos amaciados com a vasta produção musical “alternativa” dos anos 90.

[+] www.myspace.com/distrorock



Fewell – S/T [Xubbamusik] >>> Por Rafael F.
Nesse segundo trabalho do grupo percebemos as mudanças qualitativas alcançadas pelos jovens rapazes. Mudanças essas que faz hoje do Fewell uma das maiores promessas do rocknroll poptiguar. Falo sem medo que o álbum homônimo é um dos melhores registros que já ouvi de uma banda por esses lados do continente. Gravação impecável, arranjos muito bem executados e timbragem invejável. Sem exageros o EP é candidato ao melhor álbum de rock de 2009 da terra dos comedores de camarão. Quatro faixas que merecem ser ouvidas de forma atenta. Sem mais delongas, comprovem se estou delirando.

[+] www.myspace.com/fewellmusic



Calistoga – Still Normal [Xubbamusik | O Farol Discos | Noize] >>> Por Leandro Menezes
À primeira audição, esse novo EP do Calistoga pode até parecer uma continuação do EP anterior dos caras, Normal's People Brigade, caso esse disco tivesse sido um full lenght. Até o título do disco nos leva a crer nisso. Mas depois de ouvir essa bolachinha algumas vezes fica claro que Still Normal, apesar do nome sugestivo, representa uma nova fase na carreira dos Calisboys. Na verdade é a confirmação de que a banda continua trilhando o mesmo caminho sonoro de antes, só que com um pouco mais de ousadia e amadurecimento (sic!). Técnicamente falando, é claro que Still Normal não é nenhuma obra-prima, faltou um pouco de esmero na hora de "fechar" o disquinho. Talvez isso tenha acontecido devido a uma certa urgência que os caras tinham, afinal, uma tão sonhada turnê os esperavam no Sudeste nas vésperas de terminarem as gravações. Mas nada que comprometa a audição das cinco músicas que, por sinal, estão excelentes. Destaque para Feels so Real (que tem uma melodia pegajosa e uma cadência fugaziana nas partes mais calmas, chegando a soar pop em seu ápice) e Insecure (em seus segundos iniciais denuncia uma clara referência, acredito eu, ao QOTSA! Perfeito!). O disco todo está repleto de 'homenagens' sonoras, que dessa vez vão além do At the drive in e Mars Volta, bandas que sempre são associadas ao som que o Calistoga vêm fazendo.

[+] www.myspace.com/bandacalistoga